segunda-feira, 13 de abril de 2009

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Sexta-Feira Santa

"A Sexta-feira Santa, ou Sexta-feira da Paixão, é a Sexta-feira antes do Domingo de Páscoa. É a data em que os cristãos lembram o julgamento, paixão, crucificação, morte e sepultura de Jesus Cristo, através de diversos ritos religiosos.

Segundo a tradição cristã, a ressurreição de Cristo aconteceu no domingo seguinte ao dia 14 de Nisã, no calendário hebraico. A mesma tradição refere ser esse o terceiro dia desde a morte. Assim, contando a partir do domingo, e sabendo que o costume judaico, tal como o romano, contava o primeiro e o último dia, chega-se à sexta-feira como dia da morte de Cristo.

A Sexta-feira Santa é um feriado móvel que serve de referência para outras datas. É calculado como sendo a primeira Sexta-feira de lua cheia após o equinócio de outono no hemisfério sul ou o equinócio de primavera no hemisfério norte, podendo ocorrer entre 22 de Março e 25 de Abril."


in Wikipédia


Por muitas vezes que leia este pequeno texto há coisas que continuo sem perceber. Por exemplo, o porquê de ali ver nitidamente "segundo a tradição cristã" que eu não tenho, "a data em que os cristãos lembram" que eu não sou... e porque raio me obrigam a festejar este feriado e tantas outras páscoas, natais, corpos de deus, santas e santos padroeiros. Sim, sabe sempre bem fazer umas pequenas férias a meio do período escolar, mas para mim o Natal por exemplo é uma data que estaria bem marcada na agenda como "Feriado Internacional à alegria e amizade. As pessoas tradicionalmente trocam prendas para celebrar esta data." Sim, porque toda a troca de prendas não tem nada de "cristão", ninguém escreveu na bíblia "época para dar lucro aos supermercados".

Quando for grande vou inventar um estado laico mas realmente laico, porque me irritam estas pequenas coisinhas. Quem quiser festejar as suas tradições, as suas religiões, que seja livre de o fazer. Sejam cristãos, muçulmanos, judeus... o que quiserem. Não venham é com elas pra cima de mim.

P.s. - Se voltar a ouvir o meu pai dizer que não se pode comer carne hoje, pego na mala e no bilhete e volto mais cedo pró Porto.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

segunda-feira, 16 de março de 2009

De volta ao principio


Dou mais uma trinca na belga de chocolate branco. Vou pensando. Vou pensando nas coisas que escrevi, nas coisas que fiz, nas coisas que deixei para trás, nas coisas em que vivo, nas coisas que quero fazer, nas coisas que o amanhã trará. Eu avisei que eram coisices. Eu avisei que matei um amor, eu avisei que a água das lágrimas secou e ficou só o sal, a tirar o doce à pele. Eu alinhei e desalinhei estrelas, cortei pequenas nuvens aos flocos, cheiraram a mentol, cheiraram a morango, subiram alto, tão alto que foram tapadas pela lua... e do resto, não sei o que foi feito. Se perdi, se ganhei, pelo percurso não sei. Sei que já fui feliz, sei que disse muita merda, sei que causei dor e mágoas. Mas acima de tudo sei que quero lutar por algo maior que eu, sei que quero entrelaçar-me em mais uma das voltas do mundo, deitar-me na relva a contemplar as estrelas, voltar às minhas nuvens rosinhas de morango... quando o mundo crescer e ganhar juizo, vai ser feito de algodão doce. até lá, saboreamos a sua amarga adolescência.


não são cinco da manhã mas são oito e meia da noite. uma hora como qualquer outra para vomitar a alma.

segunda-feira, 2 de março de 2009

sábado, 28 de junho de 2008

às vezes

às vezes na noite escura fico a imaginar que te aproximas de mim de mansinho, que a tua presença me vem confortar no sono atribulado, me vem curar dos pesadelos que me assaltam quando estás longe. às vezes, na calma que antecede o nascer do dia fico a olhar o céu que clareia, enquanto espero que todas as estrelas se apaguem, sabendo que não te apagas com elas. às vezes, quando tudo está um caos, quando a tempestade estremece os vidros da janela, quando leva a luz e eu fico no escuro, sozinha, penso em ti.

sábado, 5 de abril de 2008

A...ar

Palavras soltas, significados soltos, a mesma forma, o mesmo paralelismo de construção... cheiros, sombras... ruídos e sons ocultos na noite escura, no breu celeste que encobre a minha alma turva... escrevo este poema, este texto, este drama, este livro, esta trama, este enleio que enrola, rola e rebola, até parar...

Quando a trama para de rolar... e fica só o livro, calmo, à beira-mágoa... a tocar a mágoa, à tona da água, à ponta do caos...!

Tenho medo, mamã. Tenho medo da morte, do cheiro dos cadáveres putrefactos, medo do instinto feroz, animal, carnal, que nos tolda as almas presas ao corpo... guardo em mim recordações de outros horizontes...
A calma... mas ela não me ouve e abandona-me enrolada nos meus medos e receios! Tenho fúria de viver, tenho febre na alma, tenho o corpo quente escaldado pela luz do luar... tenho o sangue frio que me corre no peito e que não me quer deixar amar... sentir... gostar... sorrir...

Mas eu amo.
e o mal é amar demais.
Amo demais a quem guardo no peito.
Amo demais a vida que nos toca,
a memoria que nos rodeia
Amo demais a caneta e o papel com que escrevo
bem
devagarinho...

boa noite papão...
bons sonhos...